As diferentes formas de ser mulher

Tema:

As diferentes formas de ser mulher

Debate sobre as diferentes formas de ser mulher e como o machismo estrutural, velado ou não, implica no nosso cotidiano e existência.

Agnes Arruda

Agnes Arruda

Jornalista e também mestre em Comunicação. Professora universitária há mais de 10 anos, sempre soube que era tratada diferente por causa do tamanho do seu corpo… Mas sempre se culpou por isso. O mundo passou a ser outro, no entanto, quando soube nomear a #gordofobia.

Em 2019 defendeu a tese “O PESO E A MÍDIA: uma autoetnografia da gordofobia sob o olhar da complexidade”, na qual mostra o quanto os meios hegemônicos de comunicação têm responsabilidade no comportamento gordofóbico da sociedade. A tese está para ser lançada em livro. No projeto #TamanhoGrande, democratiza o conteúdo da pesquisa com vídeos no YouTube, podcast e Instgram (@tamanhoggrande) e desde março é uma das realizadoras da @pesquisagorda.

“Sempre soube que era tratada de forma diferente por causa do tamanho do meu corpo, mas sempre achei que eu era a culpada disso. Quando entendi que gordofobia existe, que é uma violência e que a vítima não é a culpada, nunca mais vi o mundo da mesma forma”.

Eugênia Rosa

Eugênia Rosa

Graduada em Administração de Empresas, especialização em Marketing, psicopedagogia e MBA em Coaching. Atua em uma multinacional na área de Melhoria Contínua. Voluntária em diversos projetos sociais que visa qualidade de vida e saneamento básico. Atualmente diretora de desenvolvimento humano do Instituto Promoção Humana.

"Nasci com distrofia muscular, um grupo de doenças genéticas que causam fraqueza progressiva. Enfrentei desde pequenina o desafio de ser uma pessoa com deficiência, mobilidade reduzida, entre outras características da doença, entraves sociais e preconceitos. Mas acima de tudo, a grandeza da SUPERAÇÃO que me impulsiona a cada dia a viver a minha missão: *Ter coragem, para viver bem e fazer o bem*, como pessoa, MULHER e profissional com deficiência".

Luana Góes Peres

Luana Góes Peres

Psicóloga e Psicopedagoga com Gestão em Projetos Sociais. Atua como Instrutora de Aprendizagem para juventudes e Promotora Legal Popular em defesa das mulheres. Voluntária em: Cursinho Maio 68; Liga da Alegria; Fortalecendo Economia Local.

"Aos 16 anos fui mãe e isso mudou minha história! Nasci e vivo na periferia da cidade e sofri, desde muito pequena, diversas formas de abuso e violência. Aos 17 acreditava que teria uma vida guiada pela opressão do outro (pai, marido, filho…) e por alguns anos foi assim. O acesso a políticas públicas e educação transformou meu modo de ver e ser no mundo e parto destas premissas para que nós, mulheres, tenhamos protagonismo e liberdade nas nossas escolhas. Sigo na luta esperançosa e com o apoio de outras mulheres."

Maiara de Souza Benedito

Maiara de Souza Benedito

Psicóloga e mestre em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP). É estudiosa das questões raciais e seus efeitos psicossociais. Atua com atendimentos de psicoterapia individuais e em grupos e com consultorias sobre saúde mental e Psicologia e relações raciais.

“Sempre soube que sou uma mulher negra, mas só descobri o que isso significava na vida adulta, o que foi um divisor de águas e contribuiu para que eu buscasse cada vez mais uma sociedade que rompesse com universalismos e lutar por transformações sociais em que as desigualdades não sejam naturalizadas.”